Justiça em Xambioá: 139 anos de prisão para facção criminosa por homicídio e tentativas


Um julgamento histórico na Comarca de Xambioá, no norte do Tocantins, resultou na condenação de cinco homens por envolvimento em um violento ataque entre facções rivais. O crime, ocorrido em novembro de 2022, ceifou a vida de César Alessandro da Silva e Silva e deixou cinco pessoas feridas. As penas, que variam de 21 a mais de 31 anos, serão cumpridas em regime fechado, marcando um duro golpe contra a criminalidade organizada na região.

Segundo a denúncia, o grupo armado invadiu uma residência no setor Sertãozinho, efetuando múltiplos disparos. A ação resultou na morte de César Alessandro no local, enquanto outras vítimas lutavam por suas vidas. Quatro pessoas conseguiram escapar do ataque, e uma sobreviveu após ser baleada, testemunhando a brutalidade do confronto.

Os condenados são Elivaldo Meneses dos Santos, Erasmo Soares de Abreu Júnior, Mateus Guedes de Sousa, Wallison da Silva e Wendison da Silva. Eles foram considerados culpados por homicídio qualificado, cinco tentativas de homicídio e participação em organização criminosa armada. A Justiça reconheceu o motivo torpe, impulsionado pela rivalidade entre facções, e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, como o ataque surpresa, como agravantes.

O juiz José Carlos Ferreira Machado, responsável pela fixação das penas, considerou a gravidade dos crimes, os antecedentes criminais e a conduta social de cada um dos réus. “A justiça foi feita em nome da vítima e de toda a sociedade”, declarou um representante do Ministério Público ao final do julgamento. Elivaldo e Wallison, apontado como um dos articuladores do ataque, receberam as penas mais severas: 31 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão cada um.

Mateus foi condenado a 29 anos de prisão, Wendison a 25 anos, 2 meses e 3 dias, e Erasmo Júnior, identificado como um dos líderes do atentado, a 21 anos, 9 meses e 9 dias. Outros dois réus foram absolvidos, e as ações penais contra dois acusados foram extintas devido ao falecimento durante o processo. A Justiça negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva, mas a decisão ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

Fonte: http://soudepalmas.com.br


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