"Não queremos dizer aos EUA o que fazer"

O assessor especial do presidente Lula, Celso Amorim, comentou a disposição do Brasil em mediar a crise na Venezuela, destacando a rejeição dos EUA à proposta.
Em Paris, no dia 31 de outubro de 2025, o embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que o Brasil não deseja “dizer aos Estados Unidos o que eles têm de fazer” ao apresentar a proposta de mediação para a crise na Venezuela. Segundo Amorim, a intenção é mostrar a disposição do Brasil em ajudar, mesmo sabendo que Washington tende a rejeitar essa oferta. Ele enfatizou que, caso os EUA desejem, o Brasil está pronto para intervir, como já fez anteriormente.
Amorim comentou que a situação atual pode ser prejudicial não apenas para o Brasil, mas para toda a América do Sul. Ele esteve na França para participar do Fórum de Paris pela Paz, onde teve a oportunidade de discutir questões internacionais e a importância da diplomacia brasileira na resolução de crises na região. O ex-chanceler lembrou que há duas décadas, o Brasil ajudou a criar um Grupo de Países Amigos que participou da negociação do referendo de 2004 sobre a permanência de Hugo Chávez na Presidência da Venezuela, o que demonstra um histórico de compromisso com soluções pacíficas.
Além das questões relacionadas à Venezuela, Amorim também se mostrou otimista em relação ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que ainda aguarda assinatura, ressaltando a importância geopolítica desse entendimento em um mundo cada vez mais fragmentado. Ele acredita que o acordo poderá fortalecer a ideia de multipolaridade econômica, reduzindo a dependência de um único país ou grupo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








