Cerca de 18,3% das cidades possuem favelas, segundo IBGE

Em 2024, 67,4% dos municípios brasileiros relataram loteamentos irregulares, enquanto 18,3% têm favelas, conforme dados do IBGE.
Em 31 de outubro de 2023, dados do IBGE revelaram que 67,4% dos municípios brasileiros afirmaram ter loteamentos irregulares ou clandestinos em 2024, enquanto 18,3% das cidades possuem favelas, mocambos ou palafitas. Essas informações integram a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), que analisa a precariedade habitacional.
Tendências e Comparações
Comparando com 2020, os percentuais mostraram uma leve queda; naquele ano, 67,9% das prefeituras relataram a presença de loteamentos irregulares e 19,2% indicaram favelas. O IBGE explicou que essas estatísticas refletem apenas a percepção das gestões municipais e não necessariamente correspondem aos dados do Censo Demográfico de 2022, que contabilizou 656 municípios com favelas, o que representa 11,8% do total de cidades.
Outras Situações de Precariedade Habitacional
Além dos loteamentos e favelas, a pesquisa também identificou que 14,3% dos municípios têm ocupações de terrenos por movimentos de moradia e 14,2% possuem cortiços ou casas de cômodos. Esses índices também diminuíram em relação a 2020. O IBGE apontou que a frequência de situações de precariedade habitacional é maior em cidades com maior população, com a presença de favelas variando de 4% em cidades menores a 95,8% nas maiores.
Questões de Igualdade Racial
A Munic também investigou a estrutura de igualdade racial em prefeituras. Apenas 24% das cidades tinham uma organização voltada para essa questão, refletindo a necessidade de melhorias nas políticas públicas. Em relação aos gestores, 48,1% deles eram brancos, indicando uma disparidade racial na gestão pública municipal.
Desafios e Avanços
O IBGE também destacou a evolução em questões de transporte e acesso à internet nas prefeituras, com um aumento no número de municípios oferecendo serviços de aplicativos e conexão wifi. No entanto, o desafio da desigualdade habitacional e racial permanece um tema central nas discussões sobre a qualidade de vida nas áreas urbanas do Brasil.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








