Tempestade avança pelas Bermudas com ventos de até 155 km/h

O furacão Melissa já deixou 49 mortos no Caribe, com 20 desaparecidos na Jamaica e 30 no Haiti.
O furacão Melissa já causou 49 mortes no Caribe até quinta-feira (30), enquanto avança pelas Bermudas com ventos máximos de 155 km/h. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, a tempestade deve se transformar em um ciclone extratropical nesta sexta-feira (31).
Impacto no Haiti e Jamaica
No Haiti, o número de vítimas chegou a 30, com 20 pessoas ainda desaparecidas, sendo que 10 das mortes são de crianças. A maioria dos óbitos ocorreu em Petit-Goâve, onde um rio transbordou. Na Jamaica, o governo reportou um aumento de 5 para 19 mortes. O Exército jamaicano convocou reservistas para auxiliar nas operações de busca e resgate, enquanto mais de 70% da população ficou sem energia elétrica.
Destruição em Cuba
Cuba sofreu danos significativos nas províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantánamo, mas não foram registradas mortes. Cerca de 735 mil pessoas foram deslocadas para abrigos ou casas de familiares. O furacão alcançou a categoria 5, a mais alta na escala de intensidade, tornando-se o mais forte a atingir a costa do Atlântico em 90 anos.
Ajuda internacional
Os Estados Unidos enviaram equipes de busca e resgate para Jamaica, Haiti, República Dominicana e Bahamas. O Reino Unido ofereceu US$ 3,3 milhões em ajuda emergencial, enquanto a Venezuela e El Salvador também enviaram suprimentos e ajuda humanitária.
Previsões e advertências
Cientistas apontam que a intensidade do furacão foi amplificada pelas mudanças climáticas, com o aquecimento dos oceanos tornando os furacões mais frequentes e destrutivos. O serviço meteorológico classificou Melissa como o terceiro furacão mais intenso já registrado no Caribe.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








