Governadores bolsonaristas fundam "Consórcio da Paz" em meio a violência

Governadores bolsonaristas abandonam anistia em favor de ação violenta no Rio, fundando um "Consórcio da Paz".
Até ontem, a direita nacional desafiava a sorte evaporando junto com Bolsonaro no caldeirão do golpe. De repente, os governadores bolsonaristas ferveram. Trocaram o banho-maria da anistia pelo banho de sangue do Rio de Janeiro. Surfam o mar viscoso da carnificina.
Reunidos em torno de Cláudio Castro, os candidatos a anti-Lula saíram das cavernas para fundar um “Consórcio da Paz”. O governador do Rio de Janeiro deu crédito ao colega catarinense: O nome foi uma ideia do “nosso marqueteiro Jorginho”.
A prioridade dos pacificadores é colocar um pé na guerra de 2026. Sapateando como bailarinas espanholas sobre os 121 cadáveres das favelas do Alemão e da Penha, tentam arrastar Lula para um campo de batalha escorregadio à esquerda: a segurança pública.
Depois de fazer sua autopropaganda —”Lá em Goiás, bandido não se cria”—, Ronaldo Caiado foi ao ponto: “O divisor é moral. Quem quer cumprimento da lei e ordem fique conosco. Se quer Lula, Maduro, fique com eles”.
Romeu Zema, ao lado de Caiado, e Tarcísio de Freitas, por videoconferência, endossaram a apropriação pela direita da tática petista do “nós contra eles”, só que numa versão faroeste.
Em menos de 24 horas, virou pó o “escritório emergencial” de enfrentamento conjunto ao crime organizado, anunciado na véspera por Ricardo Lewandowski, ao lado de Cláudio Castro. No dizer do ministro de Lula, seria o “embrião” de um futuro esboçado na PEC da Segurança, uma proposta que Caiado chamou de “fake”.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br








