Relatório da Abin revela aumento do consumo da droga em regiões ricas do país

O relatório da Abin indica que o skunk colombiano é destinado principalmente ao Brasil, com aumento de consumo nas regiões Sul e Sudeste.
Em 2024, a maconha skunk, originária da Colômbia, destina-se majoritariamente ao Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o consumo cresceu entre pessoas com maior poder aquisitivo. O relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) revela que o quilo da droga é vendido por aproximadamente US$ 16,53 na Colômbia e pode alcançar até US$ 2.900 no Brasil.
A cadeia produtiva na Colômbia
A produção de skunk está concentrada no departamento de Cauca, com cerca de 13.561 produtores, conforme estimativas para 2024. O estudo, realizado em parceria com a DNI (Direção Nacional de Inteligência da Colômbia), destaca que o alto teor de tetrahidrocanabinol (THC) na maconha colombiana a torna de maior qualidade em comparação à cultivada na fronteira entre Paraguai e Brasil. Em média, 48% do custo do quilo vai para os cultivadores, enquanto 33% ficam com grupos armados e 19% com coletores.
Rotas de transporte
Brasileiros transportam a droga por rotas terrestres e fluviais. Inicialmente, a maconha é prensada e levada de caminhão até Florencia (Caquetá), seguindo pela rota fluvial até Puerto Leguízamo, onde é embarcada para atravessar a fronteira com o Brasil. Em 2024, o quilo do skunk na fronteira custava cerca de US$ 150, comparado a valores que podem chegar a US$ 1.400 em Manaus. Essas rotas refletem o aumento do narcotráfico e suas consequências na Amazônia, incluindo violência territorial e degradação social.
Impactos sociais e ambientais
O crescimento do tráfico de skunk gera efeitos colaterais graves, com aumento da violência nas regiões afetadas e impactos negativos para povos originários e ribeirinhos. O consumo de skunk, especialmente em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, tem sido associado a preços que se equiparam aos da cocaína, revelando a demanda por produtos de alta qualidade entre os usuários. Com dados alarmantes, o estado do Amazonas apreendeu 28,2 toneladas de maconha em 2024, evidenciando a gravidade do problema.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








