Atos em Copacabana e no IML mostram as consequências da Operação Contenção

Em Copacabana, no dia 30 de outubro de 2025, a ONG Rio de Paz fincou cruzes na areia da praia em memória dos quatro policiais mortos durante a Operação Contenção, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha e deixou 121 mortos, segundo dados oficiais. A homenagem destaca a dor de um lado da moeda, enquanto, no IML, familiares de vítimas civis manifestaram sua revolta pela demora na liberação dos corpos, pedindo justiça e respostas.
Homenagem aos policiais
As cruzes, cobertas com camisas das polícias Militar e Civil, trouxeram imagens dos sargentos Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves, além dos policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral. O secretário da PM, coronel Marcelo Menezes, compareceu ao velório e prometeu que o sacrifício desses agentes não seria em vão, enfatizando que a operação foi planejada para proteger a população.
Protestos no IML
Enquanto isso, no centro do Rio, familiares de vítimas bloqueavam a avenida Francisco Bicalho, em frente ao IML, para reivindicar agilidade na identificação dos corpos. Com spray de pimenta, a polícia dispersou o grupo que, segundo a Polícia Civil, aguardava há dias por respostas. O processo de identificação é demorado e gera ansiedade entre as famílias, que clamam por justiça diante do alto número de mortes associadas ao tráfico de drogas durante a operação.
Custos da operação
De acordo com o governo do Rio, das 121 mortes registradas, 117 seriam de pessoas ligadas ao tráfico, além dos quatro policiais. O governador Cláudio Castro defendeu a operação como um sucesso, apesar das perdas significativas, revelando a complexidade e a dor que envolvem ações como essa, onde a linha entre segurança e violência é frequentemente borrada.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








