Lula pressiona por projeto antifacção após operação letal

A crise de segurança no Rio de Janeiro, desencadeada por uma operação contra o Comando Vermelho, mobiliza ações do governo federal.
A crise de segurança pública no Rio de Janeiro, decorrente da megaoperação contra a facção Comando Vermelho, na terça-feira (28), mobilizou integrantes do Palácio do Planalto e o próprio presidente Lula (PT). Desde que retornou de viagem da Ásia, Lula tem priorizado o tema e cobrado agilidade de sua equipe para o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei chamado antifacção, que busca atualizar a Lei das Organizações Criminosas e outras normas.
O impacto da operação
A operação deixou mais de cem mortos na cidade, tornando-se a mais letal da história do Brasil. Este evento trouxe à tona a preocupação de que a imagem da gestão federal possa ser afetada, visto que a segurança pública, apesar de ser competência dos estados, é um tema que deve ser tratado com urgência pelo governo federal. O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), acusou o governo federal de não oferecer apoio adequado às ações policiais, o que gerou uma troca de críticas entre os dois lados. Em resposta, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, caracterizou a operação como “bastante cruenta”.
A resposta do governo
Na quarta-feira, havia expectativa de que Lula abordasse a crise durante a posse de Guilherme Boulos na Secretaria-Geral da Presidência, mas isso não ocorreu. No entanto, uma reunião de emergência foi convocada para discutir os desdobramentos da operação. Lula também se reuniu com ministros e determinou ações para combater o crime organizado no estado. O projeto de lei antifacção, enviado ao Palácio do Planalto, institui o tipo penal de “organização criminosa qualificada” e endurece a punição para líderes dessas organizações.
Próximos passos
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se comprometeu a dar prioridade ao projeto assim que ele chegasse à Casa. Além disso, o governo federal está utilizando a situação para pressionar o Congresso sobre a proposta de emenda à Constituição de Segurança Pública, que está em análise. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência também lançou uma campanha publicitária criticando a operação e enfatizando a necessidade de aprovação da PEC. Lula reafirmou em suas redes sociais que o governo não tolera organizações criminosas e que as ações contra o crime serão intensificadas.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








