Petrobras inicia perfuração de poço na Bacia da Foz do Amazonas


Autorização do Ibama marca o início das atividades na Margem Equatorial

Petrobras inicia perfuração de poço na Bacia da Foz do Amazonas
Foto: Ibama aprova resultados da Avaliação Pré-Operacional conduzida pela Petrobras

A Petrobras começou a perfurar o poço Morpho na Bacia da Foz do Amazonas, autorizado pelo Ibama. A operação, com duração de cinco meses, é exploratória e visa coletar dados geológicos.

Na quarta-feira (29), durante a Offshore Technology Conference (OTC) no Rio de Janeiro, a diretora de Exploração da Petrobras, Sylvia dos Anjos, anunciou que a empresa começou a perfurar o poço Morpho na Bacia da Foz do Amazonas. A autorização foi concedida pelo Ibama, e a perfuração teve início no dia 20 de outubro. O poço está localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá.

Detalhes da operação

A perfuração do poço Morpho deve durar aproximadamente cinco meses, com a coleta de dados geológicos que avaliarão a viabilidade econômica da área. Apesar da importância da atividade, é importante ressaltar que esta fase é apenas exploratória, sem produção de petróleo. A Petrobras assegura que manteve diálogo constante com o Ibama, atendendo a todos os requisitos ambientais necessários.

Importância da Margem Equatorial

A Margem Equatorial é considerada uma nova fronteira exploratória no Brasil, e a Petrobras está conduzindo processos de licenciamento para outras perfurações na Bacia da Foz do Amazonas. A empresa destaca que a exploração nessa região é estratégica para evitar que o Brasil se torne importador de petróleo a partir da década de 2030. O Plano de Negócios 2025–2029 prevê R$ 90 bilhões em investimentos voltados à transição energética, aumentando os recursos em projetos de bioprodutos e energias renováveis.

Próximos passos

Com a perfuração do poço Morpho, a Petrobras espera obter dados fundamentais para o levantamento de reservas na Bacia da Foz do Amazonas, o que poderá impactar significativamente a produção de petróleo no Brasil nos próximos anos. A companhia continua a mobilizar a infraestrutura necessária para os próximos projetos na região, sempre buscando alinhar a exploração com práticas sustentáveis.


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