Entenda os motivos por trás da resistência dos idosos

Estudo da Universidade de Michigan revela que 76% dos idosos rejeitam viver em instituições de longa permanência.
Levantamento realizado nos Estados Unidos não deixa dúvidas sobre o que os idosos desejam: 76% afirmaram que nem consideram a hipótese de viver em uma instituição de longa permanência. A pesquisa, conduzida pela Universidade de Michigan, ouviu pessoas entre 50 e 80 anos sobre seus planos para o futuro. Nos EUA, o chamado assisted living (moradia assistida) sempre foi apresentado como a melhor solução para indivíduos que precisam de ajuda nas atividades diárias, mas não requerem cuidados médicos intensivos. No entanto, a resistência ao modelo vem crescendo. Com exceção dos locais de luxo, que mais parecem resorts, os serviços oferecidos costumam ser de má qualidade, com mão de obra composta principalmente por imigrantes com salários muito baixos – e que agora enfrentam o risco de deportação.
O desejo de permanecer em casa
A adaptação da residência nem sempre é cara e políticas públicas voltadas para o envelhecimento poderiam custear as reformas necessárias e equipar as moradias com tecnologias voltadas para o cuidado, como sensores de movimento que detectam quedas. Entretanto, é bom não esquecer que viver sozinho não é um projeto solo. É preciso contar com uma rede de apoio, formada por familiares, vizinhos ou cuidadores pagos.
Cenário no Brasil
Pesquisa do IBGE revela que idosos e lares com um morador aumentam no estado de São Paulo, o que indica uma tendência similar à observada nos Estados Unidos. A busca por alternativas que proporcionem autonomia e conforto é cada vez mais evidente entre os idosos.








