Pesquisa revela hábitos preocupantes entre homens acima de 40 anos

Uma pesquisa indicou que 46% dos homens acima de 40 anos vão ao médico apenas quando sentem algo. O estudo destaca também que apenas 32% se consideram preocupados com a saúde.
Em 30 de outubro de 2023, dados da pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelaram que 46% dos homens acima de 40 anos só vão ao médico quando sentem algo, sendo que esse percentual aumenta para 58% entre aqueles que utilizam exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa também indica que o câncer de próstata é a doença que mais gera medo, com 58% das respostas, seguido pela impotência sexual, que preocupa 37% dos entrevistados.
Preocupações com a saúde
Apenas 32% dos homens nessa faixa etária se consideram muito preocupados com sua saúde, e metade deles relata sentir medo ou ansiedade ao pensar sobre ela. Os problemas mais citados incluem sedentarismo (26%), pressão alta (24%) e obesidade (12%). Notavelmente, 35% afirmaram não ter nenhum problema de saúde. Entre os homens com mais de 60 anos, a pressão alta foi o problema mais reportado (40%), enquanto o sedentarismo apresentou o menor índice (18%). Este grupo demonstrou maior proatividade, com 78% fazendo exames a cada seis meses ou anualmente.
Medos e tabus
Um dado alarmante é que um em cada sete homens ainda tem medo do exame de toque retal, receio que é mais prevalente entre aqueles com mais de 60 anos e nos que residem na região Centro-Oeste. Essa região também tem a maior porcentagem de homens temendo o câncer (64%) e a disfunção erétil (43%). O estudo foi realizado pelo Instituto de Pesquisa IDEIA Laboratório Adium com 1.500 homens de todas as regiões do Brasil, entre 7 e 12 de setembro de 2023.
Necessidade de educação em saúde
Conforme dados do IBGE, os homens vivem em média sete anos a menos que as mulheres, e a SBU acredita que isso se deve à falta de educação para a prevenção. Médicos argumentam que é essencial mudar a mentalidade de que os homens só devem se preocupar com o câncer de próstata, uma vez que doenças cardiovasculares, pulmonares e gastrointestinais também são comuns e frequentemente ligadas a estilos de vida sedentários e ao consumo de álcool e tabaco.
Hiperplasia benigna da próstata
A hiperplasia benigna (HBP) é a condição mais comum da próstata, conhecida apenas por 43% dos homens. Enquanto 75% estão cientes do câncer e 59% da prostatite, a falta de informação sobre a HBP é mais pronunciada entre os jovens de 40 a 44 anos (39%) e os residentes da região Norte (33%). A HBP, que afeta frequentemente homens acima dos 50 anos, pode causar sintomas como aumento da frequência urinária e dificuldade para urinar, devido ao aumento da próstata que obstrui a uretra.
Conclusão
A médica de família Brenda Costa enfatiza que tabus sociais dificultam que homens procurem ajuda, levando a consequências graves, como mortes precoces. A conscientização e a quebra desses estigmas são cruciais para melhorar a saúde masculina.








