Polícia Civil admite falha na identificação de Rayane Carla, que foi presa por roubo

Rayane Carla foi libertada após a Justiça reconhecer erro no reconhecimento fotográfico que levou à sua prisão por roubo em farmácia.
A jovem Rayane Carla Rodrigues de Oliveira, de 22 anos, foi solta na tarde de 28 de outubro após a Justiça emitir o alvará de soltura, reconhecendo um erro no reconhecimento que levou à sua prisão por roubo em farmácia na Zona Norte do Rio. O caso ocorreu após Rayane ser identificada por foto como uma das autoras do crime, em 16 de outubro. Dias depois, a Polícia Civil admitiu a falha no reconhecimento fotográfico.
Reconhecimento ilegal e suas consequências
A Defensoria Pública solicitou a liberdade de Rayane assim que o erro foi identificado. O reconhecimento foi feito apenas por meio de uma imagem retirada de rede social, sem seguir os protocolos legais, como a descrição prévia da suspeita. A juíza responsável pelo caso considerou que a jovem não representa risco à ordem pública e que medidas alternativas à prisão eram suficientes enquanto o caso segue apuração.
Perícia e evidências
Uma perícia técnica realizada concluiu que Rayane não é nenhuma das mulheres que aparecem nas imagens do assalto. O laudo embasou o pedido de soltura e de encerramento da ação penal. O médico legista também afirmou que as diferenças físicas entre Rayane e as suspeitas eram evidentes, além da ausência de uma tatuagem que deveria estar visível.
Contexto do crime
O assalto aconteceu às 1h42 da madrugada do dia 23 de maio, onde um homem rendeu o atendente da farmácia enquanto três mulheres enchiam sacolas com produtos, totalizando cerca de R$ 100 mil em mercadorias. O reconhecimento das suspeitas foi feito meses depois, mas sem a devida individualização das condutas de todas as envolvidas. Rayane, que não tinha antecedentes criminais, foi presa enquanto estava em um restaurante com o namorado, e a polícia não apresentou outros elementos que ligassem a jovem ao crime.
O caso levanta questões sobre o uso de reconhecimento fotográfico como evidência e os procedimentos legais que devem ser seguidos para garantir a justiça.








