Governo federal e do Rio se acusam após megaoperação letal


Conflitos de responsabilidade surgem após ação que resultou em 64 mortes

Governo federal e do Rio se acusam após megaoperação letal
Governo federal e do Rio se acusam após megaoperação letal

Troca de acusações entre os governos ocorre após operação no Rio que deixou 64 mortos, incluindo policiais.

Uma megaoperação policial no Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira (28), resultou na morte de pelo menos 64 pessoas, entre elas quatro policiais, e desencadeou uma troca de acusações públicas entre o governo federal e o governo fluminense sobre a responsabilidade nas ações de segurança no estado. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a urgência de uma coordenação nacional entre as forças de segurança e criticou operações decididas de forma isolada pelos governos locais.

Acusações entre os governos

Em suas declarações, Gleisi afirmou que os violentos episódios dessa terça-feira ressaltam a necessidade de aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. O governador Cláudio Castro (PL), por sua vez, acusou o governo federal de não ter atendido pedidos de ajuda, afirmando que as forças locais atuaram sozinhas na operação contra o Comando Vermelho, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha.

Impacto e planejamento da operação

A operação, batizada de Contenção, tinha como objetivo cumprir 100 mandados de prisão e envolveu 2,5 mil agentes, tornando-se a mais letal na história do estado. Durante os confrontos, houve o uso de bombas com drones e bloqueio de vias importantes, como a Linha Amarela. Como resultado, 45 escolas não abriram e 12 linhas de ônibus foram desviadas, com três civis feridos por balas perdidas.

Propostas e reações do governo

O Ministério da Justiça rebateu as críticas de Castro, afirmando ter atendido a todos os pedidos de apoio federal feitos pelo Rio desde 2023 e destacando a importância de ações coordenadas entre União e estados. Para o Planalto, a repercussão dessa operação reforça a necessidade de uma coordenação nacional permanente no combate ao crime organizado, evitando operações isoladas que elevam o risco de tragédias como a ocorrida nesta terça-feira.


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