Sentença soma 364 anos de prisão, mas corpos nunca foram encontrados

Seis pessoas foram condenadas pela morte do casal Valter e Araceli. Penas somam 364 anos.
Na segunda-feira (27), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anunciou a condenação de seis pessoas pela morte do casal Valter Agostinho de Faria Junior e Araceli Cristina Zanella, que desapareceram em 11 de novembro de 2024 em Biguaçu. A sentença, que soma 364 anos e 11 meses de prisão, afirma que o casal foi assassinado, apesar de os corpos nunca terem sido encontrados.
Detalhes do crime
Os condenados, quatro homens e duas mulheres, são parentes e amigos entre si. O crime, segundo a Justiça, foi motivado por um desentendimento sobre a locação de um imóvel pertencente às vítimas. Após a rescisão do contrato, o casal não foi mais visto. A denúncia do Ministério Público (MP) revelou que amigos e parentes dos locatários participaram da ação criminosa, que incluiu a subtração de bens das vítimas, como um carro e aparelhos eletrônicos.
Implicações legais
A Justiça destacou que a ausência dos corpos não impede a caracterização do crime de latrocínio, com base no Código de Processo Penal, que admite provas indiretas, como depoimentos testemunhais. O delegado responsável pelo caso enfatizou que adultos com contatos variados não desaparecem sem deixar rastros.
Penas aplicadas
As penas variaram de 50 a 64 anos de prisão, com três réus recebendo 62 anos e quatro meses. Um dos condenados cumprirá sua pena em domicílio, sob medidas de segurança. O casal, que estava junto há cerca de cinco anos, planejava se mudar para uma propriedade em Governador Celso Ramos, na expectativa de aposentadoria.
O caso destaca a gravidade do crime e a complexidade das investigações, que seguirão em andamento, mesmo após as condenações.








