Orelhões resistem no interior de SP: ex-instalador relembra época de filas


Com a queda do uso, o ex-funcionário da Telesp comenta sobre a era dos telefones públicos

Orelhões resistem no interior de SP: ex-instalador relembra época de filas
Orelhões ainda ativos em Presidente Prudente (SP).

Os orelhões, que foram símbolo de comunicação, estão em declínio, mas ainda resistem em Presidente Prudente.

Orelhões resistem no interior de SP

Os telefones de uso público, conhecidos como “orelhões”, ainda têm presença no Oeste Paulista, com 160 aparelhos em Presidente Prudente, dos quais 157 estão ativos. Este cenário, no entanto, é de despedida, visto que a popularização da telefonia móvel e da internet reduz o uso desses equipamentos.

A era dos orelhões

Laudelino Bezerra de Queiroz, ex-funcionário da Telesp, trabalhou por mais de 20 anos na instalação e manutenção de telefones públicos. Em entrevista, ele relembra que, na década de 1970, as filas para fazer ligações eram comuns. Ele viu o declínio dos orelhões ao longo de sua carreira, que se iniciou em 1976 e terminou em 2003.

Queda no uso

A Anatel confirma que o uso dos orelhões está em queda contínua. A manutenção dos aparelhos é necessária apenas em localidades sem cobertura de serviços de telefonia móvel. À medida que as operadoras ampliam o sinal, a obrigação de manter os orelhões é removida. A expectativa é que até 2028, esses aparelhos desapareçam das ruas.

O futuro dos orelhões

Apesar de seu iminente desaparecimento, os orelhões ainda fazem parte da memória de muitos, que recordam o esforço necessário para fazer uma ligação. Atualmente, em Presidente Prudente, ainda restam 157 orelhões ativos, um legado de uma época em que a comunicação era bem diferente.


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