Inovação em Goiás gera material a partir de resíduos da cana-de-açúcar

Estudante e professora de Goiás desenvolvem tecido sustentável a partir do bagaço da cana-de-açúcar.
Um projeto inovador em Goiás está transformando o bagaço de cana-de-açúcar em um tecido sustentável. Gabrielle Rosa Silva, professora de biologia, e seu aluno Thiago Alves dos Santos, de 18 anos, desenvolvem a ideia que visa reaproveitar o que normalmente é descartado. O projeto foi selecionado para representar Goiás na II Feira de BioInovação Territórios do Brasil, que ocorrerá de 27 a 30 de novembro na Bahia.
Detalhes do processo de produção
O processo envolve a higienização do bagaço, seguida pela extração da celulose, que leva cerca de três horas. Utiliza-se água e soda cáustica a 80ºC para quebrar os compostos orgânicos. Após a extração, o material é clarificado com água oxigenada, transformando-se em uma substância viscosa, semelhante a um mini algodão.
Sustentabilidade e inovação
A professora e o aluno enfatizam a importância de transformar resíduos em produtos úteis, alinhando-se aos princípios de circularidade e bioinovação promovidos pelo setor sucroalcooleiro. Segundo a Unica, cada tonelada de cana gera aproximadamente 250 kg de bagaço, o que demonstra o potencial de uso sustentável desses materiais.
Apresentação do projeto
O projeto será apresentado na feira, onde espera-se inspirar outros a adotarem práticas sustentáveis. As iniciativas de Gabrielle e Thiago são um exemplo de como a educação pode promover mudanças significativas na sociedade e no meio ambiente.








