Sobreviventes da tragédia falam sobre recuperação e os desafios enfrentados após cerco que durou nove horas

Um ano após o cerco em Novo Hamburgo, guarda e PM baleados falam sobre suas recuperações e o trauma vivido.
Em outubro de 2024, um cerco contra um homem que matou a própria família e policiais a tiros marcou o final do ano em Novo Hamburgo, cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre. Quatro pessoas foram mortas, e oito ficaram feridas: dois sobreviventes, um policial militar (PM) e um guarda municipal, tentam retomar a vida um ano após o trauma.
O cerco e os feridos
Vídeos inéditos obtidos pela reportagem mostram momentos de tensão durante o tiroteio: um, da câmera corporal do PM baleado, mostra o momento do tiro, enquanto outro exibe o policial sendo arrastado por colegas para uma região segura. Edson Fernando Crippa, o atirador, foi morto pela polícia após um cerco que se estendeu por nove horas. O crime ocorreu em uma casa na Rua Adolfo Jaeger, no bairro Ouro Branco, onde Edson mantinha seus pais em cárcere privado. Ao notar a chegada dos policiais, ele disparou contra eles.
Recuperação e desafios
O guarda municipal Volmir de Souza, que foi baleado quatro vezes, destaca sua luta pela recuperação. Após passar por uma cirurgia, ele faz fisioterapia e já voltou a vestir a farda. “Estou me recuperando bem, apesar de todos os estragos. A gente vai continuar o trabalho”, afirma. Já o soldado João Paulo Farias de Oliveira, que foi gravemente ferido, passou 18 dias hospitalizado e retornou ao trabalho em fevereiro deste ano. Ambos expressam gratidão pelo apoio recebido dos colegas durante o incidente.
Reflexões após o trauma
Hoje, Volmir e João Paulo compartilham suas experiências, ressaltando como o evento mudou suas visões de vida. Volmir, casado e pai de dois filhos, afirma ter “nascido de novo”, enquanto João Paulo reflete sobre a importância de valorizar cada dia. Ambos enfrentam seus traumas, mas seguem firmes em suas carreiras, comprometidos com a segurança da comunidade.
Conclusão
O caso trágico em Novo Hamburgo deixou marcas profundas, mas também revelou a força e a resiliência dos que sobreviveram. O apoio mútuo entre policiais e a vontade de continuar servindo à comunidade são aspectos que emergem como centrais na recuperação dos envolvidos.








