A audácia dos invertidos: a história da vanguarda LGBT no Rio


Novo livro de Rodrigo Faour resgata a trajetória da comunidade queer na capital carioca entre as décadas de 1950 e 1990.

A audácia dos invertidos: a história da vanguarda LGBT no Rio
Capa do livro "A audácia dos invertidos" de Rodrigo Faour.

Rodrigo Faour lança livro que retrata a história da comunidade LGBT no Rio de Janeiro entre as décadas de 1950 e 1990.

Entre as décadas de 1950 e 1990, o Rio de Janeiro foi a capital gay do Brasil. É o que conta Rodrigo Faour, no seu novo livro “A audácia dos invertidos”, que será lançado em um show no Teatro Rival, no próximo dia 5. A obra promete reviver o cenário dessa época e aborda a origem do termo “sapatão”, a vida da primeira travesti em uma grande empresa do país, e o encontro entre o filósofo Michel Foucault e Madame Satã.

A importância da obra

Rodrigo Faour, conhecido por suas publicações sobre música e biografias, reúne relatos de cerca de 50 pessoas sobre a vida da comunidade queer no Rio. O autor percebeu a urgência de documentar essa história, especialmente após a avalanche de memórias que surgiram durante suas postagens nas redes sociais. A pesquisa começou em 2020 e resultou em mais de 500 páginas de histórias, muitas inéditas, que consolidam uma memória essencial para a comunidade.

Relatos marcantes

Os relatos no livro incluem a experiência de Milton Cunha, que decidiu se mudar para o Rio em 1982, atraído pela liberdade que sentiu na cidade. Outro destaque é Paulette Couto, uma funcionária travesti do Banco do Brasil, que conquistou espaço e respeito em sua carreira, apesar dos desafios enfrentados. O livro também traz a história do encontro entre Foucault e Madame Satã, revelando a efervescência cultural da época.

Resgates culturais

Faour também recupera a origem do termo “sapatão”, que surgiu de uma brincadeira entre lésbicas cariocas nos anos 70. Essas histórias ajudam a entender como a comunidade LGBT se formou e evoluiu ao longo das décadas, com muitos momentos marcantes que moldaram a cultura carioca.
O lançamento de “A audácia dos invertidos” representa não apenas a divulgação de uma obra literária, mas também um ato de resistência e celebração da diversidade, tão presente na história do Rio de Janeiro.


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