Deslocamento do Gerald Ford marca escalada nas ações contra o narcotráfico na região

Estados Unidos enviam maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, para patrulhar a América Latina.
Os Estados Unidos elevaram o tom nesta sexta-feira (24) nas ações militares que Donald Trump tem ordenado contra o narcotráfico. O Gerald Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, irá patrulhar a América Latina. Com capacidade para transportar 5 mil militares e 75 aviões e helicópteros, o porta-aviões está atualmente no Mediterrâneo, perto da costa da Croácia, e deve levar de sete a dez dias para chegar ao Caribe.
Números envolvidos
O porta-aviões irá se juntar a outros oito navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35 e 10 mil soldados que já estão na região, em uma escalada de tensão sem precedentes com a Venezuela. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a movimentação nas redes sociais. Desde setembro, foram realizados dez ataques a barcos suspeitos de narcotráfico, resultando em 43 mortes.
Críticas à legalidade das operações
A legalidade dos ataques americanos a embarcações tem sido alvo de questionamentos nos Estados Unidos. Parlamentares criticam a decisão do governo de eliminar os suspeitos sem antes tentar interceptá-los para identificação e julgamento. O governo, por sua vez, afirma ter a base legal para os ataques, considerando os cartéis como organizações terroristas.
Reações internacionais
Nesta sexta-feira (24), o governo americano anunciou sanções contra o presidente colombiano, Gustavo Petro, e outros membros de sua família, bloqueando bens e proibindo negócios com cidadãos americanos. Petro classificou as sanções como um paradoxo e defendeu a luta contra o narcotráfico, que, segundo ele, é uma questão complexa envolvendo a colaboração da Colômbia na redução do consumo de drogas.
As tensões na região continuam a aumentar, com o impacto das operações militares refletindo em relacionamentos diplomáticos e na segurança regional.








