Boate Kiss: condenado obtém direito à saída da prisão para trabalhar


Elissandro Spohr, um dos sócios, foi condenado pelo incêndio que deixou 242 mortos em 2013

Boate Kiss: condenado obtém direito à saída da prisão para trabalhar
Elissandro Spohr, um dos sócios da Boate Kiss. Foto: Juliano Verardi

O ex-sócio da Boate Kiss, Elissandro Spohr, obteve autorização para trabalhar fora da prisão.

Elissandro Callegaro Spohr, de 38 anos, ex-sócio da Boate Kiss, foi autorizado a sair da prisão para trabalhar, conforme decisão da Justiça do Rio Grande do Sul. Ele cumpre uma pena de 12 anos pela tragédia que deixou 242 mortos em Santa Maria, em 2013. A homologação ocorreu em 20 de outubro e o Ministério Público concordou com a saída temporária sob certas condições.

Regras para a saída temporária

Spohr deve permanecer em casa das 20h às 6h e não pode se afastar mais de 1 quilômetro do imóvel indicado à administração prisional. Também foi estipulado um prazo de 4 horas para que ele se desloque da prisão até o local de trabalho.

Redução de pena dos condenados

Além de Spohr, outros réus também tiveram suas penas reduzidas. Mauro Hofmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão progrediram para o regime semiaberto após julgamento em 26 de agosto deste ano. O MP recorreu, buscando restabelecer as condenações originais feitas pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2021.

Decisões do Tribunal de Justiça

A 1ª Câmara Especial Criminal do TJRS manteve a validade do júri e decidiu, por unanimidade, reduzir as penas dos réus. As penas finais foram fixadas em 11 anos de reclusão para Luciano e Marcelo, e 12 anos para Elissandro e Mauro. A desembargadora relatora rejeitou as teses de defesa que questionavam a decisão do júri.

Impacto do incêndio

A tragédia da Boate Kiss foi resultado de um incêndio causado por um artefato pirotécnico, que gerou fumaça tóxica. Muitas vítimas morreram por asfixia ao tentarem escapar pelas saídas, demonstrando a gravidade da situação vivida naquela noite trágica.


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