Pesquisa da Unifap revela desigualdades raciais em casos de dengue

Estudo da Unifap demonstra que a dengue atinge majoritariamente a população negra e periférica no Amapá.
Um estudo da Universidade Federal do Amapá (Unifap) revelou que a população negra e moradores de áreas periféricas são os mais afetados pela dengue. O projeto ‘Vigiaedes’, apresentado na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, mostra que entre 2021 e 2022, 81,4% dos 13.113 casos de dengue registrados no Amapá atingiram pessoas autodeclaradas pardas. Além disso, 88,8% das hospitalizações foram de pessoas negras. Essa situação é reflexo das desigualdades sociais e raciais que permeiam as comunidades historicamente marginalizadas.
Desigualdade racial nos casos de dengue
Segundo a pesquisadora Liana Barroso, a dificuldade de acesso ao atendimento médico é um dos fatores que contribui para a maior incidência de casos entre a população negra. O estudo também apontou a presença dos quatro sorotipos do vírus da dengue no estado, o que aumenta o risco de casos graves. O projeto atua em escolas e comunidades com campanhas educativas para conscientizar a população.
Ações preventivas e conscientização
O ‘Vigiaedes’ visa não apenas identificar os casos, mas também implementar ações preventivas nas comunidades. As campanhas educativas são fundamentais para informar a população sobre os riscos e como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A pesquisa destaca a importância de políticas públicas que alcancem as comunidades mais vulneráveis, garantindo acesso a serviços de saúde adequados.
Conclusão
A pesquisa da Unifap sublinha a necessidade urgente de se abordar as desigualdades raciais na saúde pública, especialmente em relação às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a dengue. A conscientização e a prevenção são essenciais para reduzir a incidência de casos graves e salvar vidas.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








