Aproximação do cometa oferece oportunidade única de observação

O cometa Lemmon pode ser visto a olho nu do Brasil nesta semana, alcançando sua maior aproximação da Terra.
Cometa Lemmon se aproxima da Terra
O cometa C/2025 A6 (Lemmon), descoberto em janeiro deste ano pelo observatório Mount Lemmon, no Arizona (EUA), está em seu auge de brilho e pode ser observado do Brasil e de outras partes do mundo nesta semana. Em 21 de outubro, o corpo celeste alcançou sua maior aproximação da Terra, a cerca de 90 milhões de quilômetros, antes de seguir em direção ao Sol.
Brilho e visibilidade
Na prática, isso significa que o astro está no ponto máximo de brilho e visibilidade, pois a luz solar reflete com mais intensidade em sua superfície gelada. Segundo a Royal Astronomical Society, o Lemmon é o cometa mais fácil de ver em 2025, em ambos os hemisférios. O astrônomo Gabriel Rodrigues Hickel, doutor em Astrofísica, explica que o Lemmon tem origem no Cinturão de Kuiper e é um visitante raro do Sistema Solar.
Melhores condições para observação
Até o final de outubro, o cometa estará visível em melhores condições no Hemisfério Norte. O brilho pode variar conforme a quantidade de gás e poeira que o cometa liberar ao se aquecer. Hickel ressalta que, se as taxas de ejeção se mantiverem altas, a visão pode ser memorável, especialmente perto do dia 8 de novembro, quando ele atinge o periélio.
Chuva de meteoros Orionídeos
A passagem do Lemmon coincide com a chuva de meteoros Orionídeos, que ocorre entre 2 de outubro e 7 de novembro, com pico nesta semana. Durante a chuva, pequenas partículas entram na atmosfera terrestre, produzindo os riscos luminosos conhecidos como “estrelas cadentes”. Em noites de céu limpo, é possível ver dezenas delas por hora. Astrônomos recomendam procurar locais afastados das luzes da cidade para melhores observações.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








