Crise no Paysandu: Presidente Defende SAF como Salvação Após Ano Tumultuado


Em meio a um cenário financeiro desafiador e resultados esportivos aquém do esperado, o presidente do Paysandu, Roger Aguilera, defendeu a implementação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como a solução para o futuro do clube. A declaração foi feita durante entrevista ao canal do YouTube “Fala Abner!”, onde Aguilera não poupou críticas ao modelo de gestão atual, considerado insustentável. Ele citou os exemplos de Bahia e Botafogo, clubes que, segundo ele, ascenderam a um novo patamar após a adoção da SAF.

“O Paysandu tem que fazer uma SAF. A gente vai continuar nesse modelo de gestão que a gente sabe que não vai dar certo”, desabafou o presidente, evidenciando a urgência na busca por um investidor. A declaração reflete a pressão sobre a diretoria bicolor, que busca alternativas para sanar as dívidas e impulsionar o desempenho do time. A situação financeira delicada é um dos principais obstáculos a serem superados.

Aguilera revelou que o clube enfrentou dificuldades consideráveis ao longo do ano, incluindo o peso de dívidas herdadas da gestão anterior, que comprometeram parte significativa do orçamento. Além disso, a opção por um elenco enxuto, influenciada por decisões do ex-executivo de futebol, Felipe Albuquerque, também teria impactado negativamente o desempenho do Paysandu na Série B. O presidente lamentou a dificuldade da competição.

O dirigente detalhou que a SAF do Paysandu foi avaliada em R$ 300 milhões, valor referente apenas ao departamento de futebol. Essa avaliação considera um modelo de negócio que prevê o desmembramento das áreas do clube e a divisão de porcentagens com o futuro comprador. “A SAF do Paysandu é R$ 300 milhões. A gente fez o valuation dela junto com uma empresa e deu esses 300 milhões”, concluiu Aguilera, demonstrando otimismo na atração de investidores.

A busca por um parceiro estratégico se torna crucial para o Paysandu, que almeja repetir o sucesso de outros clubes que trilharam o caminho da SAF. A expectativa é que a injeção de capital e a modernização da gestão proporcionadas pela SAF possam reerguer o clube e colocá-lo novamente em posição de destaque no cenário nacional.

Fonte: http://www.oliberal.com


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