Entenda como a estética brasileira ganhou destaque internacional e os debates sobre apropriação cultural.

A estética 'Brazil Core' está em alta e gera debates sobre apropriação cultural e representação.
O sucesso da estética ‘Brazil Core’
A estética ‘Brazil Core’ está em destaque internacional, especialmente nas redes sociais, revelando uma mistura vibrante de elementos da cultura brasileira. Ela voltou a ganhar força no verão europeu, que terminou em setembro, e promete ser ainda mais visível com a Copa do Mundo no próximo ano. Essa tendência reaviva a camisa verde e amarela, que já aparecia em produções de moda fora do Brasil desde 2017.
O que é o ‘Brazil Core’?
A estética é caracterizada por cores vibrantes, acessórios vistosos e uma forte conexão com a moda de favela, que, por muito tempo, foi considerada ‘cafona’. Especialistas afirmam que a popularização dessa estética por estrangeiros pode tanto valorizar a cultura brasileira quanto correr o risco de se tornar uma simples exportação de estereótipos.
A dualidade da tendência
Segundo Thais Farage, consultora de estilo, a estética tem duas faces: uma que promove um olhar curioso sobre o Brasil e outra que pode perpetuar estereótipos. A antropóloga Mi Medrado complementa que essa repetição de elementos culturais cria um diálogo histórico, mas nem sempre resulta em uma representação autêntica do Brasil.
Impactos no mercado e na cultura
A Copa do Mundo de 2022 funcionou como um momento de resgate dos símbolos nacionais, com marcas internacionais incorporando elementos da moda brasileira. Exemplos incluem a espanhola Rosalía e campanhas de marcas como Corteiz. A dinâmica de apropriação cultural, no entanto, continua a ser um tema de discussão, com a necessidade de valorizar a produção local.
O papel das redes sociais
As redes sociais desempenham um papel crucial na amplificação do ‘Brazil Core’, permitindo uma mistura entre moda e música, que se reflete em estilos como o funk. Essa intersecção pode abrir caminhos para discussões sobre identidade e resistência, desafiando o apagamento de narrativas históricas. Enquanto a estética se expande, a busca por validação externa persiste, evidenciando a complexidade da relação entre o Brasil e sua representação no cenário global.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








