Proposta foi derrotada por sete votos a seis após aprovação do Dia do Conservadorismo

Vereadores rejeitam projeto que criaria o mês do orgulho LGBTQIAPN+ em Pouso Alegre.
A rejeição do projeto de lei que previa a criação do mês do orgulho LGBTQIAPN+ na Câmara de Pouso Alegre (MG) ocorreu durante a sessão ordinária desta semana, onde a proposta foi derrotada por sete votos a seis. A decisão vem poucos dias após a aprovação da lei que instituiu o Dia do Conservadorismo, celebrado em 10 de março, evidenciando a polarização política no legislativo local.
O que dizia o projeto
O projeto, de autoria da vereadora Lívia Macedo (PCdoB), tinha como objetivo promover a valorização da diversidade e o combate à discriminação, com ações voltadas à comunidade LGBTQIAPN+. A vereadora afirmou que a rejeição representa um retrocesso social e a negação de um espaço de representatividade.
Reações e impactos
A rejeição gerou reações entre ativistas da comunidade LGBTQIAPN+. Pedro Razzúl, ativista e produtor do Festival da Diversidade, destacou que a decisão reflete preconceitos que impedem avanços em políticas públicas e afirmou que o mês da diversidade seria um marco legal importante para promover saúde, educação e cultura. Por outro lado, vereadores como Israel Russo (União Brasil) argumentaram que a proposta teria um viés ideológico, sugerindo que a educação deve priorizar outras questões.
Contexto político
Para o sociólogo Isaías Paschoal, a polarização na Câmara é um reflexo das discussões nacionais sobre direitos de minorias, que enfrentam resistência em meio a uma agenda conservadora. Ele ressaltou que temas como o futuro econômico e urbano da cidade acabam sendo ofuscados por essas pautas culturais. A nova lei do Dia do Conservadorismo já foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Município, enquanto o projeto do mês do orgulho foi arquivado.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








