Torres de vigilância em prédios levantam dúvidas sobre dados e eficácia


Tecnologia de monitoramento cresce, mas especialistas alertam para riscos à privacidade

Torres de vigilância em prédios levantam dúvidas sobre dados e eficácia
Torre de vigilância da empresa CoSecurity em São Paulo.

Torres com câmeras em prédios residenciais geram preocupações sobre privacidade e eficácia no combate ao crime.

Torres de vigilância em prédios: segurança ou invasão?

Torres com câmeras de vigilância têm se espalhado por São Paulo e Rio de Janeiro, gerando preocupações sobre privacidade e eficácia no combate ao crime. Apresentadas como uma solução de segurança, essas estruturas levantam dúvidas entre especialistas sobre a real redução da criminalidade e a falta de regulamentação no uso dos dados.

Crescimento da vigilância e preocupações com a privacidade

Desde 2019, a instalação de câmeras com reconhecimento facial aumentou, especialmente durante os carnavais. Segundo a pesquisa da Quaest, a violência é a principal preocupação para 28% dos brasileiros, o que tem impulsionado a adoção dessas tecnologias. Especialistas como Daniel Edler, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, expressam preocupação com a ausência de controle sobre o uso das imagens, que podem ser utilizadas de forma indevida.

Eficácia das torres e colaboração com a polícia

Empresas como CoSecurity e Gabriel afirmam que suas câmeras colaboram com a polícia na solução de crimes. No entanto, pesquisadores questionam a falta de dados que comprovem essa eficácia. A CoSecurity, por exemplo, relata 2 mil foragidos capturados, mas a Prefeitura de São Paulo não consegue distinguir se essas prisões foram feitas através de câmeras privadas ou públicas.

Necessidade de regulamentação

Pesquisadores clamam por uma regulamentação mais rigorosa, que impeça o uso indevido das imagens e proteja a privacidade dos cidadãos. Sugestões incluem proibir a captura e compartilhamento informal de imagens em plataformas como WhatsApp, uma prática que tem gerado preocupações sobre a justiça com as próprias mãos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já sinalizou que o tema é prioritário nas discussões para o biênio 2025-2026, especialmente no que se refere à biometria facial.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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