O historiador francês destaca os impactos da IA na literatura e na relação do autor com o texto.

Roger Chartier analisa os efeitos da inteligência artificial na leitura e na literatura.
Inteligência artificial e a revolução na leitura
A inteligência artificial (IA) está transformando a relação dos autores com seus textos, segundo o historiador francês Roger Chartier. Em setembro, durante o 1º Congresso Internacional de Enfrentamento à Fome e à Desinformação no Rio de Janeiro, ele afirmou que estamos diante de uma “segunda revolução” na leitura.
A nova era da leitura
Chartier, especialista respeitado na história do livro, observa que a revolução digital não alterou a relação do autor com o texto, mas a chegada da IA muda esse cenário. Para ele, as máquinas agora produzem textos que não estão mais ligados à propriedade literária. Isso coloca os autores em uma posição marginal, transformando-os em uma “propriedade comum”.
Desafios da inteligência artificial
O professor destaca a necessidade de discutir a responsabilidade do autor, a originalidade e a propriedade literária neste novo contexto. Ele alerta que a autonomia dos autores é fundamental em um ambiente onde o plágio se torna mais comum. Além disso, Chartier aponta que a desinformação se reconfigurou com o avanço das tecnologias, apresentando desafios para a democracia e a verdade.
O futuro da literatura
Com a redução do número de livrarias e a predominância das plataformas digitais, Chartier enfatiza a importância de manter uma relação com o passado por meio da literatura. Ele defende que a experiência da leitura em uma livraria pode ser mais rica do que a compra online, proporcionando um contato direto com os textos e a memória coletiva.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








