Desmistificando mentiras sobre vacinas que viralizam no Telegram


Entenda os principais boatos e o que a ciência realmente diz sobre vacinas.

Desmistificando mentiras sobre vacinas que viralizam no Telegram
Imagem ilustrativa sobre vacinas.

Explore as principais mentiras sobre vacinas que circulam no Telegram e as verdades científicas por trás delas.

O Brasil concentra 40% de toda a desinformação antivacina da América Latina e Caribe, segundo levantamento inédito obtido com exclusividade pelo g1. Em meio a 1,47 milhão de mensagens publicadas entre 2019 e 2025 em 1.785 comunidades conspiratórias do Telegram, que reúnem mais de 5,8 milhões de usuários ativos, os pesquisadores identificaram 175 supostos “danos” atribuídos às vacinas e 80 falsos “antídotos” vendidos como cura.

Principais boatos sobre vacinas

Entre os mitos mais recorrentes, está a associação de vacinas infantis a mortes súbitas. Essa desinformação nasce de uma interpretação errônea, pois a síndrome da morte súbita infantil ocorre naturalmente em cerca de 1 a cada 1.000 nascidos vivos. Estudos conduzidos pelo CDC e em outros países não encontraram relação causal entre vacinação e óbitos infantis.

Outro boato comum é de que vacinas de RNA mensageiro “mudam o DNA”. No entanto, estudos demonstram que o RNA não se integra ao DNA. Além disso, a falsa associação entre vacinas e AIDS é uma das mais perigosas, sendo desmentida por autoridades de saúde que reiteram que vacinas estimulam, e não enfraquecem, o sistema imunológico.

O impacto da desinformação

A resistência às vacinas é alimentada por uma combinação de emoção, desinformação e interesse econômico. Mensagens antivacina exploram temas universais e criam gatilhos emocionais difíceis de desmontar. Especialistas destacam que a hesitação vacinal não é apenas ignorância, mas uma falta de educação científica que permite que a fantasia ocupe o espaço da ciência.

Conclusão

É fundamental que a comunicação sobre vacinas seja clara e baseada em evidências científicas. Com a desinformação em alta, o papel da educação e da divulgação científica se torna ainda mais importante para garantir a saúde pública e combater a disseminação de mitos.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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