Alunos da rede pública utilizam YouTube e apostilas para complementar o aprendizado

Alunos da rede pública reclamam de lacunas no ensino médio e buscam alternativas no YouTube.
Na rede pública, alunos de diversas regiões do Brasil relatam a falta de conteúdos essenciais para o Enem e vestibulares, resultado das mudanças no novo ensino médio, que reduziu a carga horária e ainda não foram corrigidas pela reforma anunciada. Muitos estudantes têm recorrido a videoaulas no YouTube e apostilas digitais para tentar suprir essas lacunas.
A realidade dos estudantes
Alunos de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Amazonas expressam suas preocupações com a falta de conteúdos obrigatórios no currículo. Por exemplo, Maria Eduarda Gutens Escobar, de 18 anos, de Porto Alegre, conta que teve que estudar sozinha as matérias, mesmo trabalhando. Alanna Rodrigues, de 17 anos, em São Paulo, utiliza canais de professores nas redes sociais para complementar seus estudos.
A resposta das secretarias de educação
As secretarias de educação de diferentes estados afirmam que suas grades curriculares estão alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). No entanto, relatos de alunos indicam que a realidade nas salas de aula pode ser diferente, com muitos sentindo que não recebem a formação necessária para enfrentar desafios como o Enem.
O impacto da desigualdade
A desigualdade no ensino é evidente, com alunos da rede pública chegando aos cursinhos pré-vestibulares com grandes defasagens em relação aos colegas de escolas privadas. Educadores destacam que, mesmo com esforços de reforço, as diferenças permanecem significativas.
Conclusão
Diante dessa situação, a busca por alternativas como videoaulas e apostilas se torna uma necessidade para muitos estudantes que aspiram a um futuro acadêmico mais promissor.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








