Histórias de dor e resistência diante de anúncios dolorosos nas redes sociais

Após perderem bebês, mulheres se uniram contra a Meta por anúncios dolorosos nas redes sociais.
Após experiências devastadoras de aborto espontâneo, mulheres como Sammi Claxon e Tanya O’Carroll estão se unindo para enfrentar a Meta, a empresa mãe do Facebook e Instagram, por conta dos anúncios direcionados que continuam a aparecer em suas redes sociais. Esses anúncios, que relembram suas perdas, têm gerado um impacto emocional severo, levando algumas a se afastarem das plataformas digitais.
O impacto dos anúncios direcionados
Sammi Claxon, que sofreu cinco abortos espontâneos, relatou como os anúncios relacionados a bebês se tornaram uma fonte de dor. Após seu primeiro aborto em 2021, os anúncios não pararam, e ela se sentiu isolada e envergonhada. Tanya O’Carroll, que também enfrentou a dor da perda, entrou com uma ação judicial contra a Meta, argumentando que os anúncios direcionados violavam suas preferências de privacidade.
A luta judicial
Em março, Tanya conseguiu que o Facebook concordasse em não direcionar anúncios baseados em seus dados pessoais. No entanto, a Autoridade de Proteção de Dados do Reino Unido ainda discorda da prática de marketing direto da Meta, que, segundo a empresa, não deve se aplicar a anúncios dirigidos a indivíduos. Tanya agora é uma das poucas usuárias que não recebe anúncios personalizados, mas muitas outras mulheres ainda enfrentam o mesmo problema.
A proposta de assinatura da Meta
Recentemente, a Meta anunciou um serviço de assinatura para usuários que desejam evitar anúncios, que custará cerca de 2,99 libras mensais. Para mulheres como Rhiannon Lawson e Hayley Dawe, essa solução não é adequada, pois o custo pode ser uma barreira e a dor emocional persiste. Elas continuam a ser bombardeadas por anúncios de produtos para bebês, mesmo após as perdas.
Conclusão
As histórias de Sammi, Tanya, Rhiannon e Hayley ilustram a necessidade urgente de mudanças na forma como as plataformas digitais tratam dados pessoais e anúncios. Enquanto as mulheres se mobilizam para exigir respeito e sensibilidade, a Meta deve repensar suas práticas de publicidade, garantindo que não causem mais dor a quem já passou por experiências tão difíceis.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








