Como o ecoturismo se transforma com a busca por céus escuros e estrelas

O astroturismo cresce globalmente, atraindo turistas em busca de experiências celestiais.
Para aqueles que apreciam a beleza do céu noturno, o astroturismo se mostra uma alternativa encantadora. A atividade, que envolve a observação de fenômenos como eclipses e chuvas de meteoros, tem ganhado popularidade mundial. Segundo Dennys Hyde, da Entreparques, o mercado de astroturismo movimentou cerca de US$ 250 milhões em 2023, com uma projeção de crescimento de 10% ao ano, alcançando US$ 400 milhões até 2030.
O impacto da poluição luminosa
A crescente poluição luminosa nas cidades, que aumenta em 10% ao ano, torna a observação do céu cada vez mais difícil. Hyde explica que, apesar dos avanços em iluminação, o desperdício de luz é uma preocupação. Em busca de escapar da luminosidade urbana, muitos turistas se dirigem a locais mais escuros na natureza, o que, além de proporcionar uma experiência única, também traz benefícios econômicos às regiões visitadas.
Locais de observação no Brasil
No Brasil, o Parque Estadual do Desengano, a 269 quilômetros do Rio de Janeiro, é o primeiro a receber a certificação de ‘céu escuro’. Outras localidades, como Matureia na Paraíba, estão se preparando para também receber esse reconhecimento. Os pesquisadores do projeto Astroturismo nos Parques Brasileiros classificaram diversos parques nacionais com alto potencial para essa atividade, incluindo Chapada dos Veadeiros e Lençóis Maranhenses, que já oferecem pacotes dedicados ao astroturismo.
O futuro do astroturismo
À medida que a demanda por experiências de astroturismo cresce, espera-se que mais locais se adaptem para oferecer essa nova forma de turismo. Com o aumento da conscientização sobre a importância de preservar os céus escuros e a crescente oferta de serviços, o setor tem tudo para prosperar, proporcionando aos visitantes uma conexão única com o cosmos e beneficiando as economias locais.








