Trabalhadores protestam contra falta de EPIs e diferenças salariais

Funcionários da limpeza urbana em Fernando de Noronha denunciam péssimas condições de trabalho e realizam protesto.
Trabalhadores paralisam as atividades na terça-feira (14) por duas horas. Funcionários da empresa Ambipar, responsável pela limpeza urbana em Fernando de Noronha, se reuniram com a gerência para reclamar das condições de trabalho. O grupo apontou falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), problemas no alojamento, diferenças salariais e dificuldades na alimentação. A empresa nega irregularidades.
Protesto e paralisação
Em protesto, na terça (14), os funcionários paralisaram os serviços por duas horas. A equipe do g1 esteve na usina de tratamento de lixo da ilha e constatou a ausência de trabalhadores durante o horário informado como o período da paralisação. Não foi registrada movimentação de trabalhadores em parte da manhã da terça (14).
Denúncias dos trabalhadores
O serviço conta com 75 profissionais. Trabalhadores relataram os problemas ao g1, mas pediram para não serem identificados por medo de represálias. Um dos funcionários detalhou as condições no dia a dia: “As condições são péssimas. Tivemos que pegar pratos e talheres do lixo para conseguir comer. O alojamento fica a menos de 200 metros da usina, são muitas moscas e ratos.” Outro funcionário também reclamou da diferença salarial e da falta de equipamentos de segurança.
Resposta da Ambipar
A Ambipar informou que está realizando melhorias nas bases operacionais e nos alojamentos cedidos pela Administração da Ilha, com foco no bem-estar e na segurança dos funcionários. A empresa afirmou que os salários estão compatíveis com as funções e que mantém compromisso com a legislação trabalhista e a qualidade de vida dos colaboradores.
Acompanhamento das autoridades
A Administração de Fernando de Noronha informou que acompanha a execução do contrato e que, se necessário, tomará medidas para garantir o cumprimento do acordo firmado com a empresa. O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) realiza uma auditoria especial para investigar a licitação, embora não tenha divulgado quando a investigação será concluída.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








