Operação da Polícia Federal revela movimentações suspeitas em sindicato vinculado ao irmão de Lula

A PF investiga movimentações suspeitas em sindicato ligado a Frei Chico, irmão de Lula.
A Polícia Federal (PF) pediu autorização em junho para fazer buscas no Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas), mas ela só foi liberada na semana passada. A associação tem um irmão do presidente Lula como vice-presidente, mas ele não é investigado. O pedido da PF foi feito dias antes de o processo subir para o STF (Supremo Tribunal Federal), por ordem do ministro Dias Toffoli.
Atrasos na operação
A PF solicitou a autorização para a Justiça Federal em São Paulo, mas isso só foi analisado pelo Supremo meses depois, atrasando em mais de três meses a deflagração da operação. A investigação não incluiu Frei Chico, que se tornou vice-presidente do Sindnapi em 2024, pois não apareceu nos relatórios do Coaf que identificaram movimentações suspeitas de outros diretores. As buscas focaram apenas nos diretores com movimentações financeiras atípicas.
Decisões do STF
Toffoli havia determinado que todas as investigações sobre fraudes do INSS fossem concentradas no Supremo. A decisão foi revelada pela revista Piaui em 17 de junho. O ministro justificou a necessidade de avaliar o eventual envolvimento de políticos com foro privilegiado no esquema. A investigação aponta suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do Sindnapi, com movimentações financeiras suspeitas identificadas em dois relatórios do Coaf.
Conclusões e medidas
Cinco dirigentes que comandavam a associação até 2024 foram alvos de buscas. A PF e a PGR apontam que o grupo desviava dinheiro da entidade, com movimentações que incluem transferências para uma construtora sem funcionários. O Sindnapi recebeu R$ 389 milhões do INSS de 2019 a janeiro de 2025, fruto de um acordo de cooperação técnica.
Resposta do Sindnapi
O sindicato afirmou que desconhece a investigação e declarou que suas ações são amparadas por uma contabilidade verificável. Em nota, mencionou o crescimento durante a pandemia e defendeu a transparência administrativa e jurídica.
A investigação continua, com a possibilidade de envolver agentes públicos e políticos de diferentes instituições e estados.








