Entenda as consequências do 'shutdown' que afeta milhares de funcionários.

O governo dos EUA começou a demitir funcionários após 10 dias de paralisação orçamentária. A medida afeta cerca de 750 mil servidores, gerando impactos nas discussões políticas sobre o orçamento federal.
O governo federal dos Estados Unidos começou a despedir milhares de funcionários devido à paralisação orçamentária nesta sexta-feira (10), segundo a Casa Branca. A medida foi anunciada 10 dias após o início do “shutdown”. A redução de pessoal “já começou”, escreveu na rede social X Russ Vought, titular do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) da Casa Branca.
Impactos da paralisação
Cerca de 750 mil servidores que se viram obrigados a deixar seus postos de trabalho, ou a seguirem trabalhando sem salário, estão sendo afetados pela disputa política entre republicanos e democratas sobre o orçamento federal. As profundas diferenças sobre a cobertura de saúde de milhões de americanos são o principal obstáculo. Até que o Congresso não chegue a um acordo e aprove o orçamento, o governo continuará paralisado.
Consequências para o serviço militar
Na próxima quarta-feira (15), cerca de 1,3 milhão de membros do serviço militar ativo podem ser incluídos na lista de afetados e ficarão sem pagamento. Isso não aconteceu em nenhuma das paralisações da história recente dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump já havia advertido no início da paralisação que demissões eram esperadas.
Disputa política e reações
Os republicanos consideram que certas áreas do governo federal estão dominadas por responsáveis administrativos que utilizam o dinheiro público para promover projetos ideológicos de esquerda. Os democratas, por sua vez, acusam o partido de Trump de querer diminuir a estrutura do estado de bem-estar construído ao longo de décadas. A central sindical que representa cerca de 800 mil servidores públicos apresentou uma ação perante um juiz federal em San Francisco para intervir urgentemente e interromper as demissões.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








