Exposição reúne Adriana Varejão e Rosana Paulino na Bienal de Veneza


Artistas brasileiras apresentam obras inspiradas na botânica

Exposição reúne Adriana Varejão e Rosana Paulino na Bienal de Veneza
Adriana Varejão e Rosana Paulino se destacam na Bienal de Veneza. Foto: Rosana Paulino/Divulgação

Duas importantes artistas brasileiras, Varejão e Paulino, expõem suas obras na Bienal de Veneza 2026, com foco na botânica.

Duas das mais importantes artistas plásticas do Brasil, Adriana Varejão e Rosana Paulino, estarão juntas na Bienal de Veneza 2026, uma das maiores exposições de arte do mundo. O projeto, que ocorrerá entre maio e novembro de 2026, tem como foco a botânica, utilizando a planta Dieffenbachia seguine, conhecida como Comigo-ninguém-pode, como inspiração para a obra.

Contexto da Exposição

Diane Lima, curadora da exposição, expressa seu entusiasmo ao afirmar que convidar Varejão e Paulino foi sua primeira ideia para o projeto, reconhecendo a relevância de ambas no cenário artístico contemporâneo brasileiro. Varejão, condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, tem obras em grandes instituições como o MoMA e o Guggenheim, enquanto Paulino fez história como a primeira mulher negra a ter uma mostra no Malba, em Buenos Aires.

Temas Abordados

A proposta curatorial se volta para a resiliência e a proteção, temas que perpassam as obras das artistas. A planta escolhida, além de simbolizar resistência, também remete à toxicidade e ao simbolismo espiritual, refletindo uma ambiguidade entre cura e veneno. “Elementos ligados à resiliência e à proteção aparecem de uma maneira ou de outra, seja no meu trabalho, seja no trabalho de Adriana”, destaca Paulino.

Convergências Artísticas

Ambas artistas trazem em suas obras uma crítica ao colonialismo e aos estereótipos que cercam as mulheres negras. O diálogo entre elas promete oferecer uma rica experiência ao público, unindo suas trajetórias e visões artísticas. Varejão comenta: “O DNA das nossas obras passa justamente pela revisão histórica e por questões ligadas à expansão colonial”, ressaltando a conexão entre seus trabalhos.
Embora a concepção da exposição esteja em fase inicial, a expectativa é alta para o que será apresentado em Veneza.

Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br


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