Três membros de uma mesma família foram aprovados em concurso, levantando suspeitas de irregularidades.

Família de Patos, na Paraíba, é alvo de investigação da PF após três membros serem aprovados no CNU. Fraude envolvia pagamento de R$ 500 mil por gabaritos.
Na cidade de Patos, na Paraíba, uma investigação da Polícia Federal (PF) está em andamento após três membros de uma mesma família serem aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) realizado em 2024. A suspeita é de que o grupo tenha pago até R$ 500 mil por gabaritos para garantir suas aprovações, levantando sérias questões sobre a legitimidade do resultado.
Números e indicações
Os indícios de fraude surgiram quando o Ministério Público Federal (MPF) informou que a família estaria envolvida em um esquema que garantia acesso antecipado a provas e o uso de documentos falsos. O ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa é mencionado como um dos principais líderes do esquema, que também utilizava ponto eletrônico para receber respostas durante as provas. Três pessoas foram presas na operação Última Fase, que investiga as atividades desse grupo.
A operação e as investigações
O relatório da PF destaca que Wanderlan e seus familiares – incluindo uma sobrinha, Larissa Neves, que fez a prova em Patos mesmo residindo em São Paulo – estão entre os investigados. Mensagens trocadas entre Larissa e seu pai, Antônio Limeira das Neves, revelaram discussões sobre o pagamento de R$ 500 mil pela obtenção do gabarito do CNU. Essa comunicação ocorreu antes das provas, que tiveram início às 9h do dia 18 de agosto de 2024, e indicam que Larissa já tinha acesso às respostas antes mesmo de sua aplicação.
Detalhes adicionais
Além dos membros da família Limeira, outros candidatos também foram incluídos na investigação por apresentarem gabaritos idênticos. A PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, coletando provas que reforçam as acusações de fraude em concurso público. As investigações apontam que o esquema também pode ter envolvimento em fraudes em outros concursos, incluindo exames da OAB e para a Polícia Federal.
Conclusões preliminares
Os investigados enfrentam acusações de participação em organização criminosa e fraude em concurso público. A PF continua a apurar as ligações e as práticas fraudulentas, e qualquer novo desdobramento deve ser acompanhado de perto pelas autoridades e pela imprensa.








