A recente ascensão do ministro Edson Fachin à presidência do STF marca uma nova fase no Judiciário, onde os presidentes dos tribunais superiores se alinham em torno da discrição e da moralidade. Com discursos contra penduricalhos e uma postura avessa à política, a cúpula enfrenta desafios como a redução de supersalários e a defesa da Justiça do Trabalho. Fachin, que tomou posse na última segunda-feira (29), também preside o CNJ e busca construir consensos internos, almejando um Judiciário mais austero e menos visível. As presidentes Cármen Lúcia e Maria Elizabeth também se destacam por sua atuação em prol da inclusão de mulheres em altos cargos.

A nova cúpula do Judiciário, liderada por Edson Fachin, foca em moralidade e discrição, enfrentando desafios como supersalários.
A ascensão do ministro Edson Fachin à presidência do STF (Supremo Tribunal Federal) marca o início de um ciclo no Judiciário, onde os cinco presidentes dos tribunais superiores se alinham na discrição e avessos às rodas políticas de Brasília. A nova composição deve impactar a moral e o comportamento das presidências, com discursos contra os penduricalhos da magistratura e menos aparições públicas fora das cortes.
Desafios da nova cúpula
O quinteto enfrentará um cenário complexo para avançar em pautas de destaque, como o atual enfraquecimento da Justiça do Trabalho e os supersalários de juízes. Fachin tomou posse como novo presidente do Supremo na segunda (29) e também comanda o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), responsável pelo controle administrativo e financeiro do Judiciário. Além disso, Fachin deseja dedicar sua gestão a assuntos internos, focando na definição de pautas e construção de consensos.
Austeridade e moralidade
Outra meta é demonstrar austeridade. Fachin, conhecido por seu perfil discreto, recusou convites para grandes eventos e optou por uma cerimônia de posse simples, servindo apenas água e café. Ele enfatizou a importância de dar à defesa dos vulneráveis o mesmo prestígio da acusação, convidando o chefe da DPU (Defensoria Pública da União) a ocupar um lugar de destaque na mesa das autoridades durante sua posse.
Visão crítica
A posição de Fachin, que defende a justiça especializada e se opõe a empresas que tentam pular instâncias da Justiça do Trabalho, pode encontrar resistência, pois muitos acreditam que o fortalecimento da Justiça Trabalhista está ameaçado por decisões que afrouxam as relações trabalhistas. Cármen Lúcia e Maria Elizabeth Rocha, presidentes do TSE e STM respectivamente, também adotam uma postura discreta e trabalham pela inclusão de mulheres em posições de destaque no Judiciário.








