Análise de Thiago Amparo sobre a ação israelense

A intercepção israelense à flotilha humanitária é considerada ilegal e imoral, segundo análise de Thiago Amparo.
As forças israelenses interceptaram nesta quarta-feira (1º) cerca de 40 barcos de ajuda humanitária que compõem a flotilha que seguia rumo à Faixa de Gaza. Com a ironia que lhe é peculiar, a conta oficial do Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou nas redes sociais que “Greta e seus amigos estão são e salvos” – em referência à ativista sueca Greta Thunberg, a bordo de uma das embarcações. Israel age de maneira ilegal e imoral.
A ilegalidade da interceptação
A interceptação à flotilha humanitária à Gaza é ilegal, pois o genocídio pela fome e pela bomba são ilegais. Impedir a navegação e o direito de passagem é ilegal e o bloqueio marítimo de Israel a Gaza, efetivo desde 2009, submete o território à condição de prisão a céu aberto. A ocupação israelense sem fim e a supressão da autodeterminação palestina também são ilegais.
O impacto do bloqueio marítimo
Historicamente, o bloqueio marítimo de Gaza é justificado por Israel em nome da segurança nacional, desde a ascensão do Hamas. Contudo, segundo o direito internacional, bloqueios devem ser temporários e não causar sofrimento desnecessário à população civil. O bloqueio em Gaza, que dura quase vinte anos, resulta em mortes de palestinos por fome e doenças.
Precedentes históricos
Em 2010, outra flotilha com 700 ativistas tentou furar o bloqueio, sendo que a interceptação israelense resultou na morte de cerca de 10 pessoas e condenação internacional. O debate sobre a legalidade do bloqueio foi superado após 15 anos de genocídio.
A resposta adequada
Nada justifica Israel zombar da ajuda humanitária enquanto causa sofrimento e morte. O direito internacional deve ser respeitado, e ações como a interceptação da flotilha não podem continuar sem consequências.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








