Gel à base de chica pode acelerar cicatrização de feridas


Pesquisadores da Unicamp testam novo tratamento em pacientes oncológicos

Gel à base de chica pode acelerar cicatrização de feridas
Foto: Estevão Mamédio/g1

Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um gel à base de chica que pode cicatrizar feridas duas vezes mais rápido que tratamentos convencionais.

Pesquisadores da Unicamp testam um gel à base de “chica” (Fridericia chica), que pode cicatrizar feridas de pacientes oncológicos duas vezes mais rápido que o tratamento com laser, que normalmente leva até 15 dias. O gel está em fase de testes no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp e apresenta resultados surpreendentes.

Propriedades da planta

A “chica” é nativa da Amazônia e da Mata Atlântica e possui propriedades antioxidantes. Esses componentes são fundamentais para a cicatrização de feridas, especialmente em pacientes que sofrem de mucosite oral, uma condição comum após quimioterapia ou radioterapia, que causa feridas na boca e aumenta o risco de infecções.

Resultados dos testes

Os testes começaram no ano passado e envolveram a aplicação do gel em comparação com o tratamento convencional. Os resultados mostraram que o gel à base de chica é capaz de curar feridas em alguns casos em apenas dois dias, enquanto o tratamento convencional pode levar semanas. Essa eficácia é crucial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes durante o tratamento oncológico.

Desafios e desenvolvimento

Para o desenvolvimento do gel, mais de 20 estudos foram realizados, incluindo pesquisas químicas e farmacológicas. As folhas da planta foram coletadas de diversas regiões do Brasil, buscando a amostra com maior teor de antocianinas, responsável pela coloração e propriedades benéficas do gel. O desafio agora é escalar a produção para atender à demanda e, eventualmente, disponibilizar o produto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os pesquisadores estão em busca de parcerias com indústrias para ampliar essa produção.

Além de seus benefícios cicatrizantes, o gel também promete aliviar a dor e possui um sabor agradável, semelhante ao chá preto. As pesquisas continuam na Unicamp com a esperança de que esse tratamento possa beneficiar ainda mais pacientes no futuro.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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