Manifestantes de esquerda criticam Bolsonaro e Trump em ato no centro de SP


Protesto reúne centrais sindicais e partidos em defesa da soberania nacional

Manifestantes de esquerda criticam Bolsonaro e Trump em ato no centro de SP
Manifestação de partidos de esquerda e forças sindicais na Praça da República em São Paulo. Foto: Danilo M — Foto: <p>Danilo M

Manifestantes de esquerda se reúnem em São Paulo para criticar Bolsonaro e Trump em ato organizado por centrais sindicais.

Protesto em São Paulo contra Bolsonaro e Trump

Os manifestantes de esquerda se reuniram no último domingo, 7 de setembro de 2025, na Praça da República, em São Paulo, para criticar os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump. O ato, que contou com a presença de centrais sindicais e partidos políticos, foi marcado por bonecos infláveis que caricaturavam Bolsonaro vestido de presidiário e Trump ligado ao escândalo de Jeffrey Epstein. A manifestação teve como foco a defesa da soberania nacional e a rejeição ao projeto de anistia proposto por bolsonaristas, que visa absolver os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Contexto da manifestação

Os manifestantes, entre eles deputados e ministros do governo Lula, expressaram sua indignação em relação à tentativa de interferência de Trump no julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o ato, faixas como “O Brasil é dos brasileiros” destacaram o sentimento de nacionalismo que permeava o evento.

O deputado Guilherme Boulos, do PSol, que participou do protesto, comentou que as condições políticas estão mais favoráveis ao governo Lula, apesar de sua ausência no ato. Boulos alertou sobre o “risco da anistia” e acredita que a centro-direita chegará dividida nas eleições de 2026, especialmente em relação à candidatura do governador Tarcísio de Freitas.

Quem são os principais participantes

Jair Bolsonaro: Ex-presidente do Brasil, alvo de críticas dos manifestantes por seu envolvimento em escândalos e tentativas de golpe.

Donald Trump: Presidente dos EUA, criticado por sua suposta interferência nas questões internas brasileiras.

Guilherme Boulos: Deputado federal e líder do PSol, vocalizou a necessidade de resistência contra a anistia e a divisão da centro-direita.

Tarcísio de Freitas: Governador de São Paulo, mencionado negativamente por promessas feitas em campanhas eleitorais.

Ato e suas implicações

O ato começou na Praça da Sé, onde foi promovido um café da manhã para moradores de rua, simbolizando a inclusão e a solidariedade. A marcha seguiu até a Praça da República, onde as críticas a Bolsonaro e Trump foram intensificadas. Segundo informações, o ato da esquerda deveria ser encerrado às 14h, em razão da segurança, já que um ato bolsonarista estava programado para ocorrer na Avenida Paulista logo em seguida.

Expectativas futuras no cenário político

Diante do cenário atual, as manifestações como esta refletem as tensões políticas que estão se intensificando no Brasil. Com a proximidade das eleições de 2026, os protestos mostram o engajamento popular em temas sensíveis, como a anistia e a soberania. As movimentações de Boulos e outros líderes políticos indicam uma estratégia para galvanizar apoio e mobilizar a base eleitoral diante da polarização crescente.

A participação ativa da população em atos como o da Praça da República pode moldar o futuro político do Brasil, especialmente com as próximas eleições à vista. As articulações políticas e os desdobramentos nas próximas semanas serão essenciais para observar como esses eventos influenciarão o cenário eleitoral.


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