Pequenas empresas têm 88% dos contratos de planos de saúde no Brasil


Estudo revela a predominância de pequenas empresas no setor de saúde suplementar

Pequenas empresas têm 88% dos contratos de planos de saúde no Brasil
Gráfico sobre contratos de planos de saúde.

Estudo do IESS revela que pequenas empresas dominam o mercado de planos de saúde no Brasil.

Contratos de planos de saúde no Brasil

Em 2024, um estudo exclusivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) revelou que as pequenas empresas, com até 4 beneficiários, representam 88% dos 2,3 milhões de contratos coletivos de planos de saúde no Brasil. No entanto, essas pequenas empresas cobrem apenas 17,3% dos beneficiários. Quando se considera empresas com até 19 beneficiários, esse número sobe para 95%. Por outro lado, apenas 2.700 grandes empresas, que correspondem a 0,1% do total, concentram 40,7% dos beneficiários, o que significa 15,1 milhões de pessoas.

A dinâmica do mercado de trabalho e os planos de saúde

Essa situação destaca a dependência do setor em relação ao mercado de trabalho formal. Os planos coletivos empresariais são a principal forma de acesso à saúde suplementar no Brasil. De acordo com o estudo, dos 37 milhões de beneficiários em 2024, 71% têm acesso a convênios oferecidos por empresas. Essa realidade evidencia como a estrutura econômica afeta a saúde dos trabalhadores.

A análise do IESS também revela diferenças significativas entre os setores que contratam planos de saúde. O setor de serviços se destaca com 1,33 milhão de empresas contratantes, representando 57,6% do total e cobrindo 55% dos beneficiários. Em comparação, a indústria, que tem apenas 8,8% das empresas contratantes, corresponde a 25,5% do total de beneficiários, mostrando uma maior densidade de beneficiários por contrato. O comércio, embora represente 28,6% dos contratos, cobre apenas 15,2% dos beneficiários.

Segmentos que mais contratam planos de saúde

José Cechin, superintendente executivo do IESS, destaca que essa configuração reflete a dinâmica do mercado de trabalho formal. “Os serviços asseguram a maior base contratual, mas é na indústria que observamos a maior densidade de beneficiários por empresa. Isso é reflexo de estruturas mais organizadas de benefícios”, afirma Cechin.

Além disso, o estudo detalha os segmentos econômicos que mais contratam planos de saúde, segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). O comércio varejista lidera com 461,4 mil empresas contratantes, seguido pelos serviços de escritório (176,7 mil) e pelas atividades de atenção à saúde humana (119,8 mil). Juntas, essas três divisões representam metade de todos os contratos empresariais no país.

Importância do IESS na saúde suplementar

O IESS é uma organização sem fins lucrativos que se dedica a realizar estudos técnicos sobre o setor de saúde suplementar. A entidade é reconhecida por produzir estatísticas e propostas que visam à sustentabilidade e aprimoramento do setor no Brasil. O instituto utiliza dados provenientes da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para fundamentar suas análises e relatórios.

O que se observa neste contexto é que, apesar da alta quantidade de contratos em pequenas empresas, a cobertura real e a quantidade de beneficiários são desiguais. Essa disparidade levanta questões importantes sobre a necessidade de políticas que garantam acesso equitativo à saúde para todos os trabalhadores brasileiros, independentemente do porte da empresa em que atuam.

Nos próximos anos, será crucial acompanhar as mudanças no setor de saúde suplementar e as possíveis novas diretrizes que possam surgir, especialmente em relação à adequação dos planos de saúde para atender as necessidades de uma população crescente e diversificada.


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