Alerj cria canal de denúncia para proteger trabalhadores de aplicativos contra violência no Rio


Em resposta ao crescente número de casos de violência contra trabalhadores de aplicativos, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), através da Comissão de Trabalho, lançou uma central de denúncias para registrar e apurar agressões sofridas por esses profissionais.

A iniciativa surge após episódios alarmantes, como o recente caso do entregador baleado por um policial penal na Taquara, evidenciando a vulnerabilidade enfrentada por entregadores, motoristas e outros prestadores de serviço em plataformas digitais. O objetivo é oferecer um canal seguro para que as vítimas possam relatar as ocorrências.

O canal de denúncias funcionará através do número 21 98261-6266, disponível para receber relatos de agressões físicas, ameaças, assédio e outras violações de direitos. A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), presidenta da Comissão de Trabalho, enfatizou a importância da medida para dar visibilidade a casos que muitas vezes não chegam às autoridades.

“É inaceitável que trabalhadores que sustentam o cotidiano da cidade, garantindo alimentação e mobilidade, sigam expostos a agressões e humilhações”, declarou a deputada. “O disque-denúncia será um instrumento para registrar, acompanhar e encaminhar esses casos, fortalecendo a proteção da categoria”.

Além de receber as denúncias, a central tem como objetivo produzir relatórios periódicos que sirvam de base para a criação de novas leis e políticas públicas voltadas à proteção dos trabalhadores de aplicativos no estado do Rio de Janeiro. A expectativa é que a iniciativa contribua para a redução da violência e para a garantia dos direitos desses profissionais.

O caso que motivou a criação da central envolve Valério de Souza Júnior, um entregador baleado no último sábado (30) por um policial penal após se recusar a subir até o apartamento para realizar a entrega. A ação foi filmada pela vítima e amplamente divulgada nas redes sociais, gerando indignação e reforçando a necessidade de medidas de proteção para a categoria.

Fonte: http://odia.ig.com.br


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