Aquecimento global em alta, alerta Organização Meteorológica Mundial

A Organização Meteorológica Mundial alerta que 2025 será o segundo ou terceiro ano mais quente da história, com temperaturas excepcionais.
Nesta quinta-feira (6), a Organização Meteorológica Mundial (OMM) revelou que 2025 poderá ser o segundo ou terceiro ano mais quente da história, em uma apresentação durante a COP30 em Belém. A agência destaca uma “sequência alarmante de temperaturas excepcionais” que afeta o planeta.
Os últimos 11 anos, de 2015 a 2025, registraram os 11 anos mais quentes em 176 anos de observações meteorológicas, sendo que as três temperaturas mais altas ocorreram justamente nos últimos três anos. Até agosto de 2025, a temperatura média global já está 1,4°C acima dos níveis pré-industriais, ligeiramente inferior ao recorde histórico de 1,55°C do ano passado. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, enfatizou que limitar o aquecimento global a 1,5°C é praticamente impossível sem ultrapassá-lo temporariamente.
Números alarmantes
- A temperatura média global de 2025 está 1,4°C acima dos níveis pré-industriais.
- O recorde de 2024 foi de 1,55°C, superando o limite do Acordo de Paris.
- As emissões de CO₂ equivalente alcançaram 57,7 gigatoneladas em 2024, um aumento de 2,3%.
Efeitos sobre o clima
Segundo a OMM, o aquecimento dos oceanos e as concentrações de gases de efeito estufa continuam em ascensão. A extensão do gelo marinho no Ártico e na Antártica atingiu níveis mínimos históricos, e o nível do mar continua a aumentar, com taxas de crescimento que quase dobraram desde 1993.
O futuro e a ação necessária
António Guterres, secretário-geral da ONU, reforçou a urgência da situação, afirmando que cada grau adicional de aquecimento afetará economias e aumentará desigualdades. Ele pediu ações imediatas para limitar o aquecimento e restaurar as temperaturas ao limite de 1,5°C antes do fim do século. A OMM reafirma, com dados alarmantes, a necessidade de ações efetivas para conter as emissões e mitigar os impactos das mudanças climáticas.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








